O mercado imobiliário brasileiro inicia 2026 aquecido!

As prévias operacionais do primeiro trimestre de 2026 de duas grandes construtoras cotadas na bolsa brasileira (B3) — a Moura Dubeux e a MRV&Co — indicam um arranque de ano bastante dinâmico no setor imobiliário, impulsionado por um grande volume de vendas e um aumento expressivo nos lançamentos.
**Estratégia e Resultados da Moura Dubeux:**
* **Forte Crescimento:** A construtora, que é líder na região Nordeste, registou um salto de 218% nos lançamentos face ao mesmo período de 2025, atingindo 1,3 mil milhões de reais em novos projetos. As vendas alcançaram a marca de 1 mil milhão de reais.
* **Expansão:** O ritmo acelerado foi possível após a empresa ter angariado cerca de 482 milhões de reais numa oferta de ações no início do ano. No total, foram feitos oito lançamentos geograficamente diversificados por estados como Alagoas, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco.
* **Entrada num Novo Segmento:** Conhecida por atuar nos segmentos de média e alta renda, a Moura Dubeux estreou-se no mercado de habitação social (programa "Minha Casa Minha Vida") através da *Ún1ca*, uma *joint venture* em parceria com a Direcional.
**Estratégia e Resultados da MRV&Co:**
* **Geração de Liquidez e Redução de Dívida:** Em contraste, a MRV focou-se em fortalecer a sua tesouraria e em reduzir a alavancagem. O trimestre fechou com uma geração de caixa positiva de 387 milhões de reais. No Brasil, as incorporações cifraram-se em 128 milhões de reais.
* **Desinvestimento nos EUA:** O sucesso do trimestre deveu-se, em grande parte, à venda de ativos da sua operação norte-americana (a *Resia*), que rendeu 91,5 milhões de dólares (cerca de 480 milhões de reais). Este movimento integra um plano maior da MRV para vender 800 milhões de dólares em ativos (tendo já atingido 241 milhões) com o objetivo de reduzir a dívida.
**Perspetivas de Futuro (*Landbank*):**
Em conjunto, as duas empresas detêm uma enorme reserva estratégica de terrenos (*landbank*) avaliada em 51,8 mil milhões de reais. A MRV&Co possui 41,4 mil milhões e a Moura Dubeux os restantes 10,4 mil milhões de reais, o que lhes garante uma forte capacidade para novos lançamentos ao longo de 2026 e 2027.
**A Visão do Mercado (BTG Pactual):**
* **Moura Dubeux:** Os analistas classificaram os resultados como "sólidos", elogiando o elevado índice de venda dos lançamentos (41%). A única ressalva prendeu-se com a *joint venture Ún1ca*, uma vez que o mercado foi surpreendido pelo facto de a participação real da Moura Dubeux nos lucros destes projetos populares ser de apenas 35%.
* **MRV&Co:** O desempenho foi considerado "misto". Embora o volume e a velocidade de vendas (24%) tenham sido fortes, o fluxo de caixa gerado no Brasil ainda é considerado fraco.
* Apesar de o banco BTG manter a recomendação de compra para os dois títulos, as ações de ambas as empresas operavam com ligeiras quedas no dia em que os dados foram divulgados.

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